23 junho 2026

Lula deverá definir o seu candidato ao governo de Minas essa semana, de acordo com Walfrido

Ex-reitora da UFMG surge como potencial candidata do petista. Candidato de Lula pode colocar adversários itabiranos no mesmo palanque se Marco Antônio Lage não apoiar Alexandre Kalil.

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O cenário para a disputa pelo Governo de Minas Gerais em 2026 permanece indefinido no campo governista. Segundo o ex-ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia, interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas, a definição sobre quem receberá o apoio do Palácio do Planalto deve ocorrer nos próximos dias. A declaração foi dada em entrevista ao Blog do PCO no ultimo dia 13.

Walfrido afirmou que o processo de escolha foi reduzido a três nomes: o presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). No entanto, Marília já manifestou preferência por disputar uma vaga no Senado Federal, o que pode restringir as opções.

De acordo com o ex-ministro, a definição será tomada exclusivamente por Lula, após avaliações de pesquisas eleitorais e articulações políticas. Walfrido relatou ainda ter mantido uma reunião de cerca de seis horas com Gabriel Azevedo durante o evento Conexão Empresarial, em Ouro Preto, e posteriormente conversado com o presidente da República, com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo ele, o nome do emedebista é visto como uma alternativa viável para integrar o palanque de Lula em Minas.

Ao citar Jarbas Soares Júnior como uma das possibilidades, Walfrido ressaltou a experiência administrativa e a trajetória do procurador à frente do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Já em relação a Marília Campos, disse que a eventual candidatura dependeria de uma mudança de posição da própria petista.

A discussão ocorre em meio a divergências dentro do PT mineiro. Parte da legenda defende uma candidatura própria, enquanto outra ala considera a formação de uma aliança com partidos aliados, como o MDB. O desempenho dos possíveis candidatos em pesquisas de intenção de voto tem sido um dos fatores levados em consideração nas negociações.

Após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar o Palácio Tiradentes, a direção estadual do PT divulgou, no fim de maio, uma resolução na qual considerou “inadmissível” que o partido permanecesse dependente de nomes externos para liderar a aliança de Lula em Minas. Entre as alternativas internas discutidas está a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, apontada como uma das hipóteses para uma candidatura própria.

Itabira

Tal rearranjo político no cenário estadual pode colocar grupos antagônicos de Itabira no mesmo palanque. De um lado tem-se o MDB presidido na terra de Drummond pelo ex-vereador Neidson Freitas, e do outro, o PSB do Prefeito Marco Antônio Lage. Fato é que até o momento cada grupo terá seus candidatos à Assembleia Legislativa de Minas e a Câmara Federal, deverão estar no mesmo projeto político para o executivo mineiro. Talvez o vereador emedebista Rodrigo “Diguerê” que compõe a base de Marco Lage, fique incumbido de ser um embaixador com trânsito nos dois grupos ou seja obrigado a ficar em cima do muro. Por outro lado não sabe ainda se com a desistência de Rodrigo Pacheco, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil seja o escolhido pelo Prefeito de Itabira. Fique atento aos próximos episódios aqui no Super Cidades.

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