Prefeito, primeira-dama e presidente do sindicato dos mineiros puxam o campo de Lula. Um vereador, o presidente do PL e um movimento de simpatizantes puxam o de Bolsonaro.
Por SuperCidades | Itabira, 18 de outubro de 2026
Itabira chega ao segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro, dividida entre dois campos com lideranças identificáveis. No primeiro turno, Lula teve 30.883 votos na cidade (45,8%) e Flávio Bolsonaro, 29.588 (43,9%), uma diferença de 1.295 votos. Outros 6.998 eleitores, 10,4% do total, votaram em terceiros e são o grupo que cada campo ainda pode disputar.
Time Lula
Marco Antônio Lage (PSB), prefeito. É a principal liderança do campo. Declarou apoio a Lula em 2022 e, neste ano, pediu votos para Lula e para Patrus (PT), candidato ao governo de Minas, na cidade.
Raquell Guimarães, primeira-dama. Foi suplente de Áurea Carolina (PSOL) na chapa ao Senado. Áurea teve 16.941 votos em Itabira e ficou em quarto lugar na cidade, à frente de Marcelo Aro (PP) e de Marco Antônio Superman (Novo). Para o Senado, cada eleitor votava em dois nomes.
André Viana, presidente do Metabase. O sindicato representa os trabalhadores da mineração. Viana chegou a liderar pesquisas do instituto DataMG para deputado federal e, no primeiro turno, apoiou candidatos do PT: Reginaldo Lopes, para federal, e Cristiano Silveira, para estadual, ambos eleitos.
Reforços. Núbia Citty (Rede), advogada que disputou pela primeira vez e teve 5.280 votos para estadual em Itabira; Deiró da Aposvale (PSB); e lideranças históricas do PT na cidade.
Time Bolsonaro
Didi do Caldo de Cana (PL), vereador. Defendeu publicamente o voto em Bolsonaro no primeiro turno e apoiou Nikolas Ferreira, o mais votado da cidade, com 18.355 votos, e outros nomes do PL, como Bruno Engler, que teve 4.731.
Pedro da Comabem, presidente do PL em Itabira. Tornou-se a principal voz do campo conservador local e planeja ampliar o grupo. Durante a campanha, afirmou que um adesivaço pelo candidato Flávio Bolsonaro foi iniciativa do Movimento Direita Minas, segundo reportagem publicada na época.
Éder Fonseca, Movimento Direita Minas. Participa do movimento, que mobiliza simpatizantes do 22 há algum tempo.
Reforços. Danilo Alvarenga (PRD), ex-secretário municipal que disputou pela primeira vez e teve 5.545 votos para estadual; empresários e pastores; e novas lideranças do campo da direita.
O que está em jogo até o dia 25
A diferença de 1.295 votos é a margem que um campo defende e o outro tenta virar. Dos 6.998 votos dados a outros candidatos a presidente em Itabira, 2.944 foram para Augusto Cury (Avante). A lista acima não esgota as lideranças de cada lado.


