07 agosto 2026

Contorno Ferroviário Itabira-Vespasiano entra na reta decisiva

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no último dia 30 de julho,  incluiu a obra como prioridade no novo contrato de renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA)

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O projeto do contorno ferroviário de Belo Horizonte deu um passo importante. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no último dia 30 de julho, leia mais, incluiu a obra como prioridade no novo contrato de renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI. Agora, o processo segue para análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que dará a decisão final.

O investimento previsto é de R$ 2 bilhões. O novo ramal terá 99 quilômetros, ligando Itabira a Vespasiano na região metropolitana de BH, e faz parte da estratégia para aumentar a capacidade do corredor ferroviário entre Minas Gerais e os portos do Espírito Santo. As projeções indicam um acréscimo de 4,5 milhões de toneladas de cargas até 2030 e de 11 milhões de toneladas por ano até 2055, reduzindo a dependência do transporte rodoviário.

Para Itabira e o Médio Piracicaba, a inclusão da obra no relatório da ANTT representa um avanço institucional relevante. Apesar de ainda depender da aprovação do TCU, o projeto passa a integrar a renovação da concessão da FCA, aumentando as chances de sair do papel dentro do novo contrato ferroviário.

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“É um passo extraordinário para a infraestrutura do Espírito Santo como um todo. Ainda precisa passar pelo Tribunal de Contas da União, mas uma aprovação da ANTT tem o seu peso e é de grande valia. O Espírito Santo está recebendo alguns dos maiores investimentos portuários do Brasil, precisamos de eficiência ferroviária para alimentar todo este sistema que está sendo construído no litoral capixaba. O Contorno de Belo Horizonte terá melhor traçado, será moderno e dará mais velocidade para os trens, isso significa mais competitividade para a plataforma logística do Estado, afinal, FCA e Vitória-Minas, juntas, conectam os portos capixabas com a região Centro-Oeste, onde fica grande parte da produção do agronegócio brasileiro. Muito embora o investimento fique em Minas Gerais, é, sem dúvida, uma grande notícia para o Espírito Santo”, comemorou o governador capixaba, Ricardo Ferraço.

Na avaliação de representantes técnicos da região do Médio Piracicaba, o projeto também pode gerar efeitos econômicos indiretos relevantes. O inspetor do Crea-MG em Bom Jesus do Amparo, engenheiro civil Magno Drumond, destaca que a nova ligação ferroviária tende a reduzir custos logísticos para setores como mineração, siderurgia e agronegócio, além de fortalecer projetos estruturantes, como a implantação de um porto seco em Itabira. “A ferrovia amplia a capacidade logística, atrai investimentos e integra o Médio Piracicaba a corredores estratégicos que ligam Minas ao Centro-Oeste e aos portos do Espírito Santo”, afirmou.

Apesar do avanço institucional, o contorno ferroviário ainda não integra formalmente o conjunto obrigatório de investimentos previstos na renovação da concessão. O projeto foi incluído pela ANTT como investimento adicional, condicionado à realização de estudos complementares de viabilidade técnica e econômica, além da definição de prioridades dentro do novo contrato. Nesse cenário, lideranças regionais, entidades técnicas e representantes do setor produtivo intensificam a articulação para evitar que o projeto permaneça apenas no campo das intenções.

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