11 agosto 2026

Saiba quais foram as cidades que mais geraram empregos em Minas no primeiro semestre de 2026

As principais cidades do Médio Piracicaba tiveram saldo geral positivo, apesar de duas registrarem perda de postos de trabalho.

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Belo Horizonte foi o município que mais gerou empregos formais em Minas Gerais no primeiro semestre de 2026, com saldo positivo de 13,8 mil vagas com carteira assinada. Apesar de manter a liderança estadual, a capital mineira registrou uma desaceleração expressiva na comparação com o mesmo período do ano passado, quando havia criado 19,9 mil postos de trabalho. A queda foi de 30,6%.

Os dados são do novo painel do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Na segunda posição aparece Betim, com saldo de 5,5 mil empregos formais, seguida por Contagem, que contabilizou 5,4 mil novas vagas. O destaque fora da Região Metropolitana de Belo Horizonte ficou com Araxá, no Alto Paranaíba, que alcançou a quarta colocação ao gerar 2,5 mil empregos no período. Montes Claros, no Norte de Minas, completa o grupo das cinco cidades com melhor desempenho, com saldo de 2,2 mil postos de trabalho.

O ranking evidencia a concentração da geração de empregos nas grandes cidades e polos industriais do estado, mas também mostra o avanço de municípios com forte presença dos setores de mineração, logística, indústria de transformação e agronegócio.

O Top 10 estadual ainda reúne Nova Serrana, que aparece na sexta posição com saldo de 2,16 mil vagas, seguida por Nova Lima, com 2,13 mil, e Uberlândia, que registrou 2,12 mil novos empregos formais. Fecham a lista Pouso Alegre e Extrema, ambas no Sul de Minas, com aproximadamente 1,94 mil vagas cada.

Os números do primeiro semestre também revelam quais setores sustentaram o mercado de trabalho mineiro. O segmento de serviços foi o principal responsável pela criação de empregos, com saldo de 45,8 mil vagas. Na sequência aparecem a agropecuária, com 29,7 mil postos, a construção civil, com 18,3 mil, e a indústria, que respondeu por 16,6 mil empregos formais.

Em contrapartida, o comércio foi o único setor a encerrar o semestre com desempenho negativo. O volume de desligamentos superou o de admissões, resultando em saldo líquido negativo de empregos. Foram registrados 340,2 mil desligamentos frente a 338,6 mil contratações, indicando retração do mercado formal no segmento ao longo dos seis primeiros meses do ano.

O desempenho reforça a importância dos setores de serviços, indústria, construção e agropecuária para a economia mineira, enquanto o comércio enfrenta um cenário mais desafiador, marcado pela redução das contratações e maior rotatividade da mão de obra.

Médio Piracicaba

Os cinco principais municípios da região do Médio Piracicaba, onde predomina a mineração e o setor de comércio e serviços tiveram saldo positivo no saldo geral mesmo registrando alta rotatividade entre fechamento e aberturas. Itabira, a locomotiva econômica da região teve um saldo positivo de 1431 postos de trabalho gerados (10780 abertura x 9349 fechamentos). João Monlevade onde predomina o comércio também teve saldo positivo nos primeiros seis meses do ano com superávit de 538 novas vagas de emprego (6998 aberturas x 6460 fechamentos).

Os destaques negativos ficaram para a dupla Barão de Cocais e Santa Bárbara. A primeira registrou um déficit de 330 postos de trabalhos (3099 aberturas x 3429 fechamentos) e a segunda registrou 203 vagas a menos nos primeiros seis meses de 2026 (1110 aberturas x 1313 fechamentos).

São Gonçalo do Rio Abaixo, que tem sido a princesinha da região ao receber maciços investimentos públicos e empresariais, registrou um superávit de 356 novas vagas geradas (1502 aberturas x 1146 fechamentos) de acordo com o Novo CAGED na primeira metade de 2026.

 

 

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