Belo Horizonte foi o município que mais gerou empregos formais em Minas Gerais no primeiro semestre de 2026, com saldo positivo de 13,8 mil vagas com carteira assinada. Apesar de manter a liderança estadual, a capital mineira registrou uma desaceleração expressiva na comparação com o mesmo período do ano passado, quando havia criado 19,9 mil postos de trabalho. A queda foi de 30,6%.
Os dados são do novo painel do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Na segunda posição aparece Betim, com saldo de 5,5 mil empregos formais, seguida por Contagem, que contabilizou 5,4 mil novas vagas. O destaque fora da Região Metropolitana de Belo Horizonte ficou com Araxá, no Alto Paranaíba, que alcançou a quarta colocação ao gerar 2,5 mil empregos no período. Montes Claros, no Norte de Minas, completa o grupo das cinco cidades com melhor desempenho, com saldo de 2,2 mil postos de trabalho.
O ranking evidencia a concentração da geração de empregos nas grandes cidades e polos industriais do estado, mas também mostra o avanço de municípios com forte presença dos setores de mineração, logística, indústria de transformação e agronegócio.
O Top 10 estadual ainda reúne Nova Serrana, que aparece na sexta posição com saldo de 2,16 mil vagas, seguida por Nova Lima, com 2,13 mil, e Uberlândia, que registrou 2,12 mil novos empregos formais. Fecham a lista Pouso Alegre e Extrema, ambas no Sul de Minas, com aproximadamente 1,94 mil vagas cada.
Os números do primeiro semestre também revelam quais setores sustentaram o mercado de trabalho mineiro. O segmento de serviços foi o principal responsável pela criação de empregos, com saldo de 45,8 mil vagas. Na sequência aparecem a agropecuária, com 29,7 mil postos, a construção civil, com 18,3 mil, e a indústria, que respondeu por 16,6 mil empregos formais.
Em contrapartida, o comércio foi o único setor a encerrar o semestre com desempenho negativo. O volume de desligamentos superou o de admissões, resultando em saldo líquido negativo de empregos. Foram registrados 340,2 mil desligamentos frente a 338,6 mil contratações, indicando retração do mercado formal no segmento ao longo dos seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a importância dos setores de serviços, indústria, construção e agropecuária para a economia mineira, enquanto o comércio enfrenta um cenário mais desafiador, marcado pela redução das contratações e maior rotatividade da mão de obra.
Médio Piracicaba
Os cinco principais municípios da região do Médio Piracicaba, onde predomina a mineração e o setor de comércio e serviços tiveram saldo positivo no saldo geral mesmo registrando alta rotatividade entre fechamento e aberturas. Itabira, a locomotiva econômica da região teve um saldo positivo de 1431 postos de trabalho gerados (10780 abertura x 9349 fechamentos). João Monlevade onde predomina o comércio também teve saldo positivo nos primeiros seis meses do ano com superávit de 538 novas vagas de emprego (6998 aberturas x 6460 fechamentos).
Os destaques negativos ficaram para a dupla Barão de Cocais e Santa Bárbara. A primeira registrou um déficit de 330 postos de trabalhos (3099 aberturas x 3429 fechamentos) e a segunda registrou 203 vagas a menos nos primeiros seis meses de 2026 (1110 aberturas x 1313 fechamentos).
São Gonçalo do Rio Abaixo, que tem sido a princesinha da região ao receber maciços investimentos públicos e empresariais, registrou um superávit de 356 novas vagas geradas (1502 aberturas x 1146 fechamentos) de acordo com o Novo CAGED na primeira metade de 2026.


