Um levantamento realizado pelo DataMG com 100 empresários, comerciantes e lideranças empresariais de Itabira mostrou que a maioria do setor produtivo local é contra o fim da escala de trabalho 6×1, atualmente debatido no Congresso Nacional por meio de um projeto que propõe mudanças na jornada semanal de trabalho.
“68% dos empresários entrevistados são contra o fim da escala 6×1.”
Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados se disseram contrários ao fim da escala 6×1, enquanto 32% apoiam a proposta.
Recorte por porte da empresa
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Até 5 funcionários: 55% apoiam a mudança
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De 5 a 20 funcionários: 83% são contra
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De 20 a 100 funcionários: 95% rejeitam a proposta
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Mais de 100 funcionários: 100% são contra
“Quanto maior a empresa, maior a rejeição à proposta.”
Os argumentos favoráveis ao fim da escala estão ligados principalmente à qualidade de vida, saúde mental e produtividade. Empresários afirmaram que:
“O funcionário performa mais quando está descansado”
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Mais tempo para família e lazer pode melhorar o rendimento
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Países internacionais já discutem redução da jornada
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O modelo tradicional do comércio é visto como ultrapassado por parte dos entrevistados
Já entre os contrários, predominam preocupações econômicas e operacionais:
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Aumento dos custos trabalhistas
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Necessidade de contratar mais funcionários
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Risco de desemprego
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Alta na carga tributária
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Impactos no funcionamento do comércio aos sábados
“Alguém vai ter que pagar a conta.”
Muitos empresários afirmaram que a mudança pode provocar fechamento de empresas e aumento de preços.
O resultado encontrado em Itabira contrasta com pesquisas nacionais feitas com a população em geral:
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73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, segundo a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados
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71% da população é favorável à redução da jornada semanal, segundo levantamento do Datafolha
Na prática, os dados revelam um choque de perspectivas entre trabalhadores e empresários.
“Enquanto trabalhadores associam a redução da jornada à qualidade de vida, empresários demonstram receio com os impactos financeiros e operacionais da mudança.”



