01 janeiro 2026

Pesquisas DataMG em 2025 antecipam cenários da eleição de 2026 no Médio Piracicaba

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Ao longo de 2025, o cenário político do Médio Piracicaba foi mapeado com precisão por uma série de levantamentos quantitativos do DataMG Centro de Informação e Pesquisas.

Única empresa a manter uma rotina de pesquisas periódicas em Itabira, João Monlevade, Barão de Cocais, Santa Maria de Itabira e São Gonçalo do Rio Abaixo, o instituto oferece números de aprovação e entrega um diagnóstico do capital político regional a menos de um ano do pleito de 2026.

Os levantamentos, realizados presencialmente com amostras representativas, com margem de erro média de 5,5% e intervalo de confiança de 95%, mostram que a região entra no ciclo eleitoral em diferentes velocidades. Enquanto algumas lideranças consolidam terreno, outras enfrentam o desafio da fadiga administrativa.

Governos bem aprovados: São Gonçalo, Santa Maria e Barão

Graças à sólida aprovação de suas gestões e aos altos níveis de confiança do eleitorado, estes prefeitos encerram o ano como figuras centrais e decisivas no tabuleiro eleitoral.

  • São Gonçalo do Rio Abaixo: O governo de Nozinho (PDT) ostenta o maior índice de aprovação da região. Com 74% de avaliação positiva e apenas 6% de rejeição, a gestão demonstra uma capacidade de transferência de votos que transcende os limites municipais. Para entender a base desse prestígio, clique aqui e leia mais.
  • Santa Maria de Itabira: Com 63% de aprovação, a gestão municipal manteve estabilidade mesmo sob holofotes jurídicos. A baixa tensão social e o respaldo popular sugerem que o grupo político local possui ativos valiosos para as alianças de 2026. Veja mais aqui.
  • Barão de Cocais: A avaliação de 61% de aprovação para o governo local supera, inclusive, o percentual de votos obtidos na última eleição, indicando um crescimento real de capital político durante o mandato. Leia mais detalhes aqui.

Itabira: maior eleitorado, porém dividido

Se o entorno apresenta estabilidade, Itabira viveu um 2025 de movimentações acentuadas. O dado mais relevante é o declínio progressivo da avaliação do governo municipal. De acordo com o DataMG, a gestão que iniciou o ano com 60% de aprovação em abril, recuou para 53% em julho e atingiu 38% em outubro.

Essa perda de tração reflete pode refletir na eleição de nomes itabiranos em 2026. Confira aqui os números completos sobre a queda de avaliação.

No campo das intenções de voto para o próximo ano, Itabira que tem o maior eleitorado se apresenta ainda disperso:

  1. Cenário Federal: André Viana lidera a corrida, mas a alta taxa de indecisos mantém a disputa em aberto. Clique aqui para ver os números.
  2. Cenário Estadual: A ausência de uma liderança hegemônica fragmenta os votos, exigindo que os candidatos locais busquem alianças mais amplas para garantir viabilidade. Leia mais sobre o cenário estadual.

Microcosmo da Polarização Nacional:

Itabira encerra o ano como o retrato fiel da divisão brasileira. Na pesquisa presidencial, Lula e Bolsonaro aparecem em empate técnico em pesquisa estimulada (35% contra 34% no cenário estimulado). Esse equilíbrio eleva o peso das lideranças locais, que atuarão como mediadoras em um terreno onde nenhum campo nacional domina sozinho. Veja mais sobre os dados presidenciais.

João Monlevade: O equilíbrio estratégico

Em João Monlevade, a política caminha em uma linha de moderação. Com 46% de avaliação positiva e uma massa crítica avaliando o governo como “regular”, o município se coloca como um território de disputa estratégica.

As pesquisas mostram que 2026 será decidido pela força das campanhas, nomes como Fabricio Lopes e Mauri Torres são fortes para Deputado Estadual. Quanto a Deputado Federal não um nome de destaque.

Para analisar a avaliação de governo, clique aqui. Para entender as projeções legislativas na cidade, veja mais aqui.

Considerações Técnicas:

Os levantamentos citados foram realizados pelo DataMG Centro de Informação e Pesquisas.

Baseadas em amostras de 200 a 307 entrevistas e margens de erro entre 5% e 5,6% (com 95% de confiança), as aferições recorrentes permitem ir além da ‘foto’ instantânea. O que se observa agora é o ‘filme’ completo do desenvolvimento político na região do Médio Piracicaba

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