14 maio 2026

Pesquisa DataMG: 68% dos empresários de Itabira são contra o fim da escala 6×1

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Um levantamento realizado pelo DataMG com 100 empresários, comerciantes e lideranças empresariais de Itabira mostrou que a maioria do setor produtivo local é contra o fim da escala de trabalho 6×1, atualmente debatido no Congresso Nacional por meio de um projeto que propõe mudanças na jornada semanal de trabalho.

“68% dos empresários entrevistados são contra o fim da escala 6×1.”

Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados se disseram contrários ao fim da escala 6×1, enquanto 32% apoiam a proposta.

Recorte por porte da empresa

  • Até 5 funcionários: 55% apoiam a mudança

  • De 5 a 20 funcionários: 83% são contra

  • De 20 a 100 funcionários: 95% rejeitam a proposta

  • Mais de 100 funcionários: 100% são contra

“Quanto maior a empresa, maior a rejeição à proposta.”

Os argumentos favoráveis ao fim da escala estão ligados principalmente à qualidade de vida, saúde mental e produtividade. Empresários afirmaram que:

“O funcionário performa mais quando está descansado”

  • Mais tempo para família e lazer pode melhorar o rendimento

  • Países internacionais já discutem redução da jornada

  • O modelo tradicional do comércio é visto como ultrapassado por parte dos entrevistados

Já entre os contrários, predominam preocupações econômicas e operacionais:

  • Aumento dos custos trabalhistas

  • Necessidade de contratar mais funcionários

  • Risco de desemprego

  • Alta na carga tributária

  • Impactos no funcionamento do comércio aos sábados

“Alguém vai ter que pagar a conta.”

Muitos empresários afirmaram que a mudança pode provocar fechamento de empresas e aumento de preços.

O resultado encontrado em Itabira contrasta com pesquisas nacionais feitas com a população em geral:

  • 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, segundo a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados

  • 71% da população é favorável à redução da jornada semanal, segundo levantamento do Datafolha

Na prática, os dados revelam um choque de perspectivas entre trabalhadores e empresários.

“Enquanto trabalhadores associam a redução da jornada à qualidade de vida, empresários demonstram receio com os impactos financeiros e operacionais da mudança.”

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