25 março 2026

Grupo Chinês pode investir 2 bilhões de reais em implantação de fábrica de máquinas agrícolas em Patos de Minas

Projeto prevê geração de empregos e pode marcar primeira unidade da empresa nas Américas em Minas Gerais.

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O grupo chinês Jiangsu World avalia investir cerca de R$ 2 bilhões na instalação de uma fábrica de máquinas agrícolas em Minas Gerais. O projeto é conduzido pela afiliada Jiangsu World Agricultural Machinery (FM World) e prevê a geração de aproximadamente 250 empregos na fase inicial.

A possibilidade foi confirmada pelo prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, que está na China para avançar nas negociações. “O protocolo de intenções deve ser assinado em maio, e estamos torcendo para que seja na nossa região”, afirmou.

Segundo o prefeito, a empresa deve retornar ao Brasil nos próximos meses para dar continuidade às tratativas. “É um investimento muito grande. Eles vão primeiro consolidar a marca, distribuir mais máquinas e entrar no mercado, mas já apresentaram o plano de ter uma fábrica no Brasil”, disse.

Caso se concretize, será a primeira unidade industrial da companhia fora da Ásia. “Será a primeira fábrica deles na América Latina e até nas Américas. É um movimento muito forte”, destacou Falcão.

O interesse pelo município foi reforçado após visita de executivos à região, onde conheceram propriedades rurais e áreas para instalação. “Mostramos fazendas, regiões produtoras e toda a dinâmica, e eles ficaram encantados”, relatou.

De acordo com o prefeito, a expansão segue estratégia global semelhante à de grandes empresas chinesas. “É como se fosse a BYD dos tratores, máquinas agrícolas, colheitadeiras e pulverizadores”, afirmou.

A força do agronegócio e a localização logística favorecem a escolha. O Alto Paranaíba concentra cerca de 33% da produção de café de Minas Gerais e se destaca também na produção de leite, milho, soja e algodão. “A região é a mais forte de Minas Gerais no agronegócio e uma das mais fortes do Brasil”, disse.

Atualmente, a empresa possui unidades na China, Tailândia, Indonésia e Uzbequistão, além de projetos na Índia e no Cazaquistão. A expectativa é que, se confirmado, o investimento comece ainda neste ano.

Informações: Diário do Comércio

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