Minas Gerais está entrando no mapa mundial de negócios com a implantação de unidades do World Trade Center (WTC), em projetos que avançam na Região Metropolitana de Belo Horizonte e que se estendem para o Triângulo Mineiro, a região mais desenvolvida do estado após BH e seu entorno.
Na região de Pedro Leopoldo e Lagoa Santa, o principal empreendimento em curso é um complexo multiuso que reúne shopping center e o World Trade Center Minas Gerais. O investimento total pode chegar a R$ 1,5 bilhão com inauguração prevista para o ano que vem.
Atualmente, o projeto se encontra em fase de implantação, com obras iniciais em andamento, incluindo serviços de terraplenagem, preparação do terreno e etapas estruturais do shopping — considerado a âncora do complexo. A execução está se dando de forma cadenciada, com prioridade para os primeiros módulos comerciais, enquanto as demais estruturas, como o centro de convenções, torres empresariais e hotel, avançam conforme o cronograma físico-financeiro.
O empreendimento inclui ainda um centro de convenções de padrão internacional, além de espaços corporativos, residenciais e de hotelaria. A expectativa é que o complexo receba até 700 eventos por ano, posicionando a região como um novo polo de turismo de negócios no estado.
Integrado ao Shopping Lagoa Santa — que concentra cerca de R$ 400 milhões em aportes — o projeto deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos. A estimativa é de forte impacto econômico já nos primeiros anos de operação, impulsionando setores como comércio, serviços e turismo.
A escolha da região se baseia em fatores logísticos e econômicos, como a proximidade com o Aeroporto Internacional de Confins e o custo operacional menor em relação aos grandes centros urbanos. A proposta vai consolidar o Vetor Norte da Grande BH como um hub de negócios com alcance nacional e internacional.
Interiorização mira o Triângulo Mineiro

Além da Região Metropolitana, a estratégia do WTC no estado inclui a interiorização dos investimentos, com foco em regiões economicamente dinâmicas como o Triângulo Mineiro.
A região, que abriga cidades como Uberlândia e Uberaba, é considerada estratégica por concentrar forte atividade logística, agroindustrial e empresarial. A presença de infraestrutura consolidada e localização privilegiada reforça o potencial para receber novos empreendimentos voltados ao comércio exterior e à realização de eventos corporativos.
Nesse caso, os projetos ainda estão em fase de prospecção e articulação, sem obras iniciadas até o momento. A tendência, no entanto, é replicar o modelo adotado na capital mineira, com complexos integrados que reúnam negócios, convenções, hotelaria e serviços, conectando cidades médias ao circuito global de investimentos.
Impactos econômicos
A chegada do WTC em Minas Gerais representa uma mudança de escala na atração de investimentos. Além da geração de empregos, os projetos tendem a impulsionar cadeias produtivas locais, estimular a qualificação profissional e ampliar a capacidade do estado de sediar eventos de grande porte.
Com empreendimentos em diferentes estágios — das obras iniciais na Região Metropolitana às fases de planejamento no interior — Minas Gerais avança na estratégia de descentralização do desenvolvimento, apostando em polos regionais capazes de atrair capital, gerar renda e fortalecer sua inserção no cenário econômico global.


