11 abril 2026

Começa hoje: Cavalgada de São Gonçalo do Rio Abaixo terá exposição em memória ao tropeirismo

Exposição “Caminhos: do Tropeirismo à Cavalgada” convida o público a refletir sobre a permanência e a reinvenção dessas tradições, mostrando que os caminhos do tropeirismo continuam vivos e sendo celebrados pelas novas gerações.

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A partir desta sexta-feira (10), a Cavalgada de São Gonçalo do Rio Abaixo passa a contar com um novo atrativo cultural: a exposição “Caminhos: do Tropeirismo à Cavalgada”. A iniciativa propõe ao público uma imersão nas origens históricas e nas tradições que ajudaram a construir a identidade do município, com destaque para o papel do tropeirismo em Minas Gerais.

Dividida em cinco seções, a mostra percorre desde a atuação dos tropeiros na abertura de rotas e na circulação de mercadorias e costumes no período colonial até a organização das comitivas e a rotina das viagens. Símbolos como o muar e a égua madrinha são apresentados como representações de valores ligados à prática, como liderança, coragem e espírito coletivo.

A narrativa também estabelece uma conexão direta entre esse passado e a atual Cavalgada de São Gonçalo, realizada desde 1986, apontando o evento como continuidade dessa herança cultural. Nesse contexto, o Parque de Exposições Edirlei Márcio Moreira Lacerda é destacado como espaço fundamental para a realização da festa e para o fortalecimento das manifestações culturais locais.

Inspirada na ideia de travessia presente na obra de João Guimarães Rosa, a exposição propõe uma reflexão sobre a permanência e a ressignificação dessas tradições ao longo do tempo, evidenciando sua presença nas práticas contemporâneas.

O prefeito Raimundo Nonato de Barcelos, o Nozinho, afirmou que a iniciativa reforça o compromisso da gestão com a preservação cultural. “Resgatar a história do tropeirismo é preservar a identidade do nosso povo. A cavalgada é uma tradição que atravessa gerações e essa exposição vem para fortalecer ainda mais esse sentimento de pertencimento e orgulho”, destacou.

Já a secretária de Cultura, Cecília Fonseca, enfatizou o caráter formativo da proposta. “A proposta da exposição é justamente conectar passado e presente, mostrando que essa tradição continua viva. É uma oportunidade para que moradores e visitantes compreendam a riqueza cultural que temos e a importância de mantê-la ativa”, afirmou.

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