O Carnaval de 2026 em Guarapari reforçou a importância econômica do evento para o município e para o Espírito Santo. O Estado tem como estratégia incentivar o consumo turístico em seu território, no contexto da nova Reforma Tributária. E Guarapari é fundamental neste plano estratégico capixaba.
Nesta edição, pesquisa online do DataMG via perfil GuarapariNews ouviu 106 participantes, marcando o segundo ano consecutivo de levantamento sobre o feriado. Leia os números de 2025

Origem dos visitantes:
• 54% de Minas Gerais (queda em relação ao ano anterior)
• 26% do Espírito Santo
• 18% do Rio de Janeiro
• 2% de outros estados
O que chamou a atenção foi a queda do número de turistas mineiros – dentro da margem de erro. Em 2025 a pesquisa mostrou que 59% da amostra vieram de Minas Gerais, neste ano, o percentual caiu para 54%
As principais cidades de origem foram Belo Horizonte, Juiz de Fora, Vila Velha, Vitória, Rio de Janeiro e Campos.
A média de gasto diário foi de R$ 363,00 por pessoa, número que se traduz em circulação de renda direta nos setores de hospedagem, alimentação, transporte e serviços locais.
Intenção de retorno:
• 93% pretendem voltar
• 7% não pretendem retornar
Avaliação geral do Carnaval:
• 81% positiva
• 11% regular
• 8% negativa

Aspectos destacados pelos entrevistados
Positivos (organização e ambiente):
-
Organizado e animado
-
Tranquilidade e segurança
-
Eventos bem distribuídos (carnaval democrático)
-
Policiamento eficaz (sensação de segurança)
-
Não faltou água e horários adequados
Regulares (estrutura e experiência):
-
Barulho alto em bairros residenciais (moradores idosos do Centro)
-
Necessidade de mais estrutura para blocos (recurso chegou em cima da hora)
-
Programação focada em poucos pontos
-
Expectativa não atendida em algumas atrações (prometeu mais do que entregou)
Negativos (infraestrutura e execução):
-
Desorganização operacional (trator recolhendo o lixo antes das 22h, com pessoas nas calçadas)
-
Ruas esburacadas
-
Trio elétrico sem cantor
Turismo e a estratégia econômica capixaba
O Turismo no Espírito Santo é identificado como instrumento central de apoio às finanças estaduais diante das mudanças da Reforma Tributária, que passa a vigorar em 2026 e tende a deslocar a arrecadação para o consumo nos locais de destino. Diante desse cenário, o governo e entidades empresariais vêm priorizando a atração de visitantes e a expansão de serviços para compensar potenciais perdas de receita decorrentes da redistribuição tributária para Estados mais populosos e com maior base de consumo.
Investimentos públicos e privados em promoção turística, eventos e infraestrutura reforçam essa estratégia. O turismo já representa um dos canais de crescimento da economia capixaba, com geração de emprego, renda e dinamização de setores correlatos.



