A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil) realiza, nos dias 24 e 25 de novembro, o 7º Encontro Nacional dos Municípios Mineradores. O evento será em Belo Horizonte e reunirá gestores públicos, especialistas, representantes do setor mineral, pesquisadores, lideranças políticas e integrantes da sociedade civil para discutir os desafios da atividade mineral e seus impactos nos territórios.
O encontro será realizado no auditório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), localizado na avenida Raja Gabaglia, 1.315, no bairro Luxemburgo. A iniciativa se consolidou como um dos principais espaços nacionais de debate sobre a mineração sob a perspectiva dos municípios e da gestão pública.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas neste link.
Nesta edição, o tema central será “Os impactos da atividade de exploração mineral: do mundo corporativo à realidade nos municípios mineradores”. A proposta é discutir a relação entre o planejamento, os investimentos, as metas e os compromissos das empresas e os desafios enfrentados pelas cidades que convivem diretamente com a atividade mineral.
Para o presidente da AMIG Brasil e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, o encontro tem papel estratégico ao reunir diferentes atores envolvidos no setor.
“Quando falamos do mundo corporativo e da realidade dos municípios, não estamos colocando esses dois ambientes em lados opostos. Queremos discutir justamente tudo aquilo que existe entre eles: os desafios, as responsabilidades, os impactos, os compromissos e as oportunidades. Uma decisão relacionada a um empreendimento mineral pode produzir reflexos diretos sobre infraestrutura, meio ambiente, economia, serviços públicos as pessoas. Precisamos colocar essas questões na mesma mesa e construir caminhos para gerar desenvolvimento”, afirma.
A programação parte da compreensão de que os efeitos da mineração ultrapassam os limites operacionais dos empreendimentos. As decisões relacionadas ao setor também repercutem no planejamento urbano, na mobilidade, na infraestrutura, na arrecadação e nas dinâmicas econômica e social dos municípios.
A proposta do encontro é promover o diálogo entre as diferentes perspectivas e discutir caminhos para aproximar as estratégias empresariais das necessidades dos territórios. A AMIG Brasil também busca fortalecer a capacidade dos municípios de compreender e administrar os impactos da atividade mineral, além de estimular a construção de responsabilidades e soluções compartilhadas.
“Por enquanto, o convite é para reservar as datas de novembro, no TCE-MG, na capital. Dois dias para discutir os desafios da mineração a partir de onde seus impactos, oportunidades e transformações efetivamente se materializam: nos territórios”, reforça Marco Antônio Lage.


