25 agosto 2026

Vale mantém foco em minério de ferro, cobre e níquel e avalia terras-raras e lítio

Empresa entrará em "novos" segmentos apenas se enxergar escala e demanda, garantindo competitividade.

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A Vale mantém minério de ferro, cobre e níquel como os três principais pilares de sua estratégia para os próximos anos. Paralelamente, a mineradora acompanha oportunidades em outros minerais considerados estratégicos, como terras-raras e lítio, mas afirma que ainda não tomou decisões de investimento nesses segmentos.

A estratégia foi apresentada pelo presidente da companhia, Gustavo Pimenta, durante coletiva de imprensa na Exposibram 2026, Feira & Congresso Mineração do Brasil, promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Segundo Pimenta, a Vale avalia constantemente o potencial de novas commodities, mas qualquer expansão do portfólio dependerá de critérios relacionados à geração de valor, escala e disciplina na alocação de capital.

O cobre tem ganhado espaço nos resultados da companhia. No último trimestre, o mineral respondeu por quase um terço do resultado da Vale. Apesar do crescimento, Pimenta observou que a participação ainda é menor do que a registrada por algumas das principais concorrentes do setor.

Atualmente, a empresa produz cerca de 380 mil toneladas de cobre por ano e trabalha com a possibilidade de ampliar essa capacidade. Parte relevante da expansão poderá ocorrer no Brasil.

“A Vale acredita que pode dobrar essa capacidade e muito no Brasil”, afirmou o presidente.

A expectativa é que o cobre aumente sua participação nos resultados da mineradora no médio e longo prazo. A expansão, no entanto, não altera a posição do minério de ferro como principal negócio da companhia.

“O minério de ferro sempre vai ser a Vale. Somos o maior player de minério de ferro do mundo, vamos continuar sendo e a empresa acredita no minério de ferro como solução para a urbanização e o crescimento populacional”, declarou Pimenta.

A estratégia da companhia prevê, portanto, a continuidade da expansão do minério de ferro e o avanço da produção de cobre e níquel, minerais considerados prioritários pela empresa.

Terras-raras e lítio seguem em estudo

Questionado sobre a possibilidade de investimentos em terras-raras, Gustavo Pimenta afirmou que a Vale acompanha o mercado e avalia o potencial desses minerais.

Segundo ele, terras-raras e lítio estão entre as commodities analisadas pela companhia, mas ainda não há uma decisão de investimento.

“Somos uma mineradora: estamos sempre estudando outras commodities, como terras-raras e lítio, mas não tomamos nenhuma decisão de investimento nesse sentido ainda”, disse.

De acordo com o executivo, uma eventual entrada da Vale em novos segmentos dependerá da capacidade de gerar resultados e construir uma posição competitiva no mercado. Entre os critérios avaliados estão a possibilidade de alcançar escala, a existência de vantagem competitiva e o domínio técnico necessário para atuar em cada atividade.

O foco, segundo Pimenta, é avaliar se esses minerais podem ganhar relevância no portfólio da companhia no médio e longo prazo.

“Qualquer investimento em outro mineral que não esteja dentro desses três que a companhia mantém hoje vai ser realizado com a nossa disciplina na alocação de capital. Somos muito prudentes e temos muito cuidado com o que faz sentido para seus investidores”, finalizou.

Informações e imagem: Diário do Comércio

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