10 junho 2026

Presidente da Câmara de Itabira pede apoio aos colegas para a construção do Contorno Ferroviário

Chefe do legislativo pediu empenho dos colegas para mobilizar bancada mineira em Brasília pressionar por liberação de recurso e realização de projeto estratégico para Itabira.

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Na reunião ordinária da última segunda-feira (01/06), o presidente da casa, vereador Carlinhos Sacolão Filho (Solidariedade) tentou comover corações e mentes dos outros parlamentares para buscar apoio político de deputados nas esferas estadual e federal para materialização do projeto do contorno Itabira-Vespasiano por ocasião da renovação ferroviária da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) administrada pela VLi – Valor da Logística Integrada pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).

De acordo com Carlinhos, o novo trecho ferroviário aproximaria Itabira à região metropolitana de Belo Horizonte.

“O [a intenção do projeto] novo contorno ferroviário que liga Itabira a Vespasiano, cerca de 90 quilômetros se encontra em análise no Tribunal de Contas da União. É como se redesenhasse o fluxo da ferrovia da região, ligando Itabira à região metropolitana. Então, é um assunto muito, muito importante.” Afirmou. 

Conforme o presidente, a obra traria um novo diferencial que facilitaria a vinda de empresas para Itabira, barateando os custos logísticos. “Eu acho que essa é um das grandes condições que a gente tem para poder diversificar a economia de Itabira. Por que eu digo isso? Quando eu trabalhei como subsecretário na cidade de São Gonçalo, que hoje é uma referência nessa questão da diversificação econômica, a gente percebe que todo empresário tem interesse de ir para lá desde que ele tenha algo que atraia a indústria para aquela cidade. Então, um desses diferenciais é essa questão da ferrovia, porque é um frete mais em conta, é um frete que você vai compartilhar com vários empresários, com várias empresas dentro do distrito, e eu acredito que, por a gente ter essa condição da malha ferroviária, que nos liga à região metropolitana, a gente cria essa condição estratégica.” Disse ao argumentar que o dispositivo ferroviário daria um novo salto estratégico para a economia de Itabira e para a atração de novos investimentos.  
Em conversa com a imprensa no final da reunião, Carlinhos disse que o ex-governador de Minas e atual ministro do Tribunal de Contas da União, Antônio Anastasia, está analisando o provável sequestro de recursos pela agência reguladora subordinada ao Ministério dos Transportes. “O que a gente precisa hoje é de força política, porque se encontra, nas fases finais da renovação da concessão [da VLi] uma análise no Tribunal de Contas da União, no gabinete do ministro [Antônio] Anastasia, que foi ex-governador do Estado, a qual a gente vai posteriormente agora oficiá-lo para que possa nos atender com esse pedido.” Informou. 

“Eu reforço a comunhão política dentro do plenário aqui dos 17 vereadores. Não é uma discussão do Carlinhos, mas é uma discussão de toda cidade e que a gente precisa aqui envolver os atores para o nosso interesse, que é essa questão da diversificação econômica. A Vale deu a notícia que fica mais um tempo, mas a gente não pode se acomodar a isso e cruzar os braços.” Reforçou o interesse público da iniciativa de mobilização. 

Veja: https://supercidades.com.br/tribunal-de-contas-da-uniao-avalia-provavel-bloqueio-de-recursos-bilionarios-para-as-ferrovias-de-minas/

 

O que diz o governo federal

Em manifestação ao Tribunal, o Ministério dos Transportes admitiu a inexistência de normas operacionais que assegurem o repasse proporcional dos recursos aos estados. A pasta informou que a regulamentação depende de providências da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), incluídas em agenda regulatória que vem sendo adiada.

A agência declarou que os estudos técnicos ainda não começaram, mas devem ter início no primeiro semestre de 2026. Segundo resposta encaminhada ao TCU, não há, até o momento, metodologia definida para rateio, fluxo financeiro ou documentação necessária, uma vez que a etapa de estudos da Norma 3 ainda não foi iniciada.

Para o Tribunal, embora existam instrumentos orçamentários capazes de identificar as receitas das outorgas ferroviárias, a ausência de regulamentação prática compromete a execução da política pública prevista em lei, sobretudo no que diz respeito à transferência dos valores aos estados.

Diante disso, o TCU transformou o processo em monitoramento contínuo, determinando que a ANTT apresente relatórios semestrais sobre o andamento das medidas.

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